sábado, 24 de setembro de 2016

A Arte de Ser Avó

Welington Neto
Patryck de Pádua
Janaína de Pádua

Joaquim Antonio de Pádua



Netos são como heranças: 
você os ganha sem merecer. 

Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu... 

É como dizem os ingleses, um ato de Deus. 

Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. 

E não se trata de um filho apenas suposto. 

O neto(a) é, realmente, o sangue do seu sangue, o filho(a) do filho(a), mais que filho mesmo...

Cinquenta anos, cinquenta e cinco... 


Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que você esperava. 

Não lhe incomoda envelhecer, é claro. 

A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações, todos dizem isso, embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto, mas acredita. 

Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. 

Não de amores com paixões: a doçura da meia idade não lhe exige essa efervescência. 

A saudade é de alguma coisa que você tinha e que lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade.

Bracinhos de criança. 


O tumulto da presença infantil ao seu redor. 

Meu Deus, para onde foram as crianças?

Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum suas crianças perdidas. 


São homens e mulheres, não são mais aqueles que você recorda.

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe coloca nos braços um bebê. 


Completamente grátis, nisso é que está a maravilha.

Sem dores, sem choro, aquela criancinha da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade, longe de ser um estranho, é um(a) filho(a) seu que é devolvido.


E o espanto é que todos lhe reconhecem o direito de o amar com extravagância. 


Ao contrário, causaria espanto, decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá netos para compensar de todas as perdas trazidas pela velhice. 


São amores novos, profundos e felizes, que vem ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.

E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono abre o olho e diz: 


"Vo!" 

Seu coração estala de felicidade, como pão no forno!


Eliane de Pádua




sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Amanheceu...




Hoje vou escolher só a felicidade, ela combina bem com tudo e torna meu sorriso absurdamente charmoso. Vou guardar as olheiras do desânimo e vou soltar em algum mato os grilos da minha cabeça.

Abrirei um mapa de possibilidades e vou circular tudo que gostaria de conhecer e fazer, mas que deixei irremediavelmente para depois.

 Aquele depois que parece um saco sem fundo no qual atiramos nossas vontades mais delirantes.

Vou abraçar-me demorado e me perguntar dos gostos meus, se eles ainda são aqueles de antes das imposições do que precisa ser feito.

Vou subverter o tempo e saltar sobre ele, voltando para dias de escolhas que mudaram minha vida. Vou me olhar carinhosa e me puxar para um canto e, em cochichos, contarei a mim todas as verdades que descobri.

Vou fazer dieta de sofrimento, de autopiedade, de culpa, de contentamento e vou salgar minha comida com um monte de coragem ousada.

Vou me apaixonar por mim, por todas minhas mazelas e por todas minhas tentativas. Rirei dos meus erros bobos, mas guardarei todos nos bolsos para não repeti-los amanhã.

Vou abraçar meu coração e adormecer. 

E de manhã, quando o sol gritar “recomeço” vou sair pela porta de mãos dadas com tudo que sou, carregando comigo a certeza de que minhas escolhas serão acertadas por levarem em conta especialmente o que é também bom para mim.


Eliane de Pádua



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

TEIA DE ARANHA



Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo.

O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira:

- Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!!!

Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.

Então a aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.

O homem se pôs a fazer, outra oração, cada vez mais angustiado:

- Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha.
- Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar...

Então ele abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia.



Os malfeitores estavam entrando na trilha, na qual ele se encontrava, e ele estava esperando apenas a morte.

Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:
- Vamos, entremos nesta trilha.
- Não, não está vendo que tem até teia de aranha? Nada entrou por aqui. Continuemos procurando nas próximas trilhas.





Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível.

Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus pede que tenhamos confiança n'Ele para deixar que Sua Glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha.

Nunca desanime em meio às lutas, siga em frente, pois Deus disse: "diga ao fraco que Eu sou forte".

São nos momentos mais difíceis que encontramos em Deus a nossa força.

Eliane de Pádua


sábado, 17 de setembro de 2016

ALMA CAIPIRA


Toda alma é caipira. Toda alma tem cheiro de roça.

Se você perguntar com toda sinceridade para a sua alma o que a faz feliz de verdade, garanto que ela jamais vai dizer que é uma viagem a Paris, nem compras em Miami, nem receber um título importante. 

Nem barulho nem muito movimento.

Alma não tem intimidade com aeroportos e nem com o sofisticado.

O que uma alma gosta mesmo é de quietude, de silêncio… canto de passarinho… uma grama fresquinha para assistir o espetáculo das nuvens se movendo no céu… o luar.

Se for para sair do lugar, que seja para tomar um banho de cachoeira…

Você e Deus, nada além.

O que a alma não gosta mesmo é de perder o contato com a mãe terra, a raiz.

O sofisticado não foi criado por nenhuma alma, à simplicidade sim… ela sabe do que você necessita para ser eternamente livre e feliz.

Por isso está sempre lhe indicando o caminho do coração, onde reside toda a sabedoria divina.

O problema é que, apesar de todos os sinais, muita gente insiste em permanecer no mundo, achando que existe alguma coisa ainda para ser conquistada, alguma coisa para ser adquirida, para depois, então, quem sabe, desfrutar das coisas que a alma gosta.

A questão é que a vida não espera… ela chama e vai andando, como as águas da cachoeira… 


nada pode deter o curso natural da vida… ela precisa fluir.

Se tivermos sabedoria para seguir o movimento da vida, muito bem, teremos vivido plenamente e a morte não nos causará nenhum temor.

A grande questão é que a maioria faz seu próprio movimento e por isso sente um verdadeiro pavor da morte.

O pavor vem da seguinte constatação:
Eu não vivi e já estou indo embora.

Isso é na verdade assustador.

E se não tomarmos cuidado, partiremos sem desfrutar da simplicidade, daquilo que preenche de fato os anseios da alma.

Liberte a sua alma caipira, pare de colecionar viagens e paisagens… pare de dar ouvidos ao cérebro… ele vive olhando para fora, almejando coisas, já se deixou seduzir pelo Ego, está sempre querendo algo novo, algo sofisticado.

Tenha coragem para ouvir o seu coração!

É nele que mora a sua paz.

Ele é o seu passaporte para desfrutar de toda a beleza da criação divina, sem precisar sair do lugar.

Você já é a felicidade que procura!

Todos os caminhos por onde você passar, todas as experiências que acumular, te levará a um único lugar: ao seu coração!

Você veio a este planeta para se conhecer, para aprender a se amar.
Do amor por si mesmo nascem todos os outros amores.

Faça pequenas homenagens todos os dias à sua alma caipira.

Mesmo que você ainda não tenha se decidido a fazer o caminho que lhe aconselha o coração, dê pequenos mimos à sua alma e assim você estará ganhando fôlego para o grande salto.

Chegará o dia em que você abandonará tudo que lhe causa satisfação mais ou menos… prazer mais ou menos… felicidade mais ou menos.

Chegará o dia em que você terá coragem para saltar do cérebro para o coração, do mental para o espiritual, do mundano para o paraíso celestial, que está destinado a todos os filhos de Deus.

Aprecie toda a criação divina… trate as pessoas, as plantas e os animais como você trataria Deus.

Tudo que existe no Universo é para ser respeitado e reverenciado.



Não é verdade que o homem precisa sacrificar animais para se alimentar.

Os maiores gênios da humanidade eram vegetarianos e não morreram por falta da proteína de nossos irmãos do reino animal.

Albert Einstein, Pitágoras, Leonardo da Vinci, Gandhi, Darwin, Jesus, Buda.

Amar a Deus passa por amar toda a sua criação…

Não é verdade que a espécie humana precisa causar dor para satisfazer os prazeres do corpo… somos muito melhores e maiores do que imaginamos.

Podemos viver em perfeita comunhão com todos os seres e todas as coisas do Universo, porque tudo, absolutamente tudo, é criação divina!

A alma sabe disso…



Perceba a unicidade, a perfeita integração de todos os elementos da criação divina.

Sinta-se parte da natureza, convença-se da sua perfeição e da necessidade de voltar para casa…

Todo sofrimento vem da ideia de separação.

Você aqui e Deus lá, você aqui e a natureza lá…

Elimine essa crença e reassuma a sua condição divina, parte indissolúvel e inseparável de Deus.


Nós temos que voltar à vida natural…

Que todos os seres do mundo sejam felizes.

Que você tenha hoje um belíssimo dia, cheio de silêncio e paz… como a sua alma gosta! 



 Eliane de Pádua

terça-feira, 6 de setembro de 2016

AS PEDRAS DA VIDA



Três rapazes suspiravam por encontrar o Senhor, a fim de fazer-lhe rogativas.

Depois de muitas orações, eis que, certa vez, no campo em que trabalhavam, apareceu-lhes o carro do Senhor, guiado pelos anjos.

Radiante de luz, o Divino Amigo desceu da carruagem e pôs-se a ouvi-los.

Os três ajoelharam-se em lágrimas de júbilo.


E o primeiro implorou a Jesus o favor da riqueza.

O Mestre bondoso, determinou que um dos anjos lhe entregasse enorme tesouro em moedas.


O segundo suplicou a beleza perfeita e o Celeste Benfeitor mandou que um dos servidores lhe desse um milagroso unguento a fim de que a formosura lhe brilhasse no rosto.


O terceiro exclamou com fé:
— Senhor, eu não sei escolher, Dá-me o que for justo, segundo a tua vontade.

O Mestre sorriu e recomendou a um dos seus anjos lhe entregasse uma grande bolsa. 

Em seguida, abençoou-os e partiu...

O moço que recebera a bolsa abriu-a, ansioso, mas 
oh! Desencanto!...

Ela continha simplesmente uma enorme pedra.


Os companheiros riram-se dele, supondo-o ludibriado, mas o jovem afirmou a sua fé no Senhor, levou consigo a pedra e começou a desbastá-la, procurando, procurando...

Depois de algum tempo, chegou ao coração do bloco endurecido e, encontrou aí um soberbo diamante.


Com ele adquiriu grande fortuna, e com a fortuna construiu uma casa onde os doentes pudessem encontrar refúgio e alívio, em nome do Senhor.

Vivia feliz, cuidando de seu trabalho, quando um dia. dois enfermos bateram à porta.

Não teve dificuldade em reconhecê-los.

Eram os dois antigos colegas de oração, que se haviam enganado com o ouro e com a beleza, adquirindo apenas doença e cansaço, miséria e desilusão.


Abraçaram-se chorando de alegria e, nesse instante, 
o Divino Mestre apareceu entre eles e falou:

Bem-aventurados todos aqueles que sabem aproveitar as pedras da vida, porque a fé e a perseverança no bem são os dois grandes alicerces do Reino de Deus.


Eliane de Pádua


domingo, 4 de setembro de 2016

NOSSOS DIAS MELHORES

 NUNCA VIRÃO?



Ando em crise, numa boa, nada de grave. 
Mas, ando em crise com o tempo.

Que estranho "presente" é este que vivemos hoje, correndo sempre por nada, como se o tempo tivesse ficado mais rápido do que a vida, como se nossos músculos, ossos e sangue estivessem correndo atrás de um tempo mais rápido.

As utopias liberais do século 20 diziam que teríamos mais ócio, mais paz com a tecnologia.


Acontece que a tecnologia não está aí para distribuir sossego, mas para incrementar competição e produtividade, não só das empresas, mas a produtividade dos humanos, dos corpos.

Tudo sugere velocidade, urgência, nossa vida está sempre aquém de alguma tarefa.



A tecnologia nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas, fábricas vivas, chips, pílulas para tudo.

Funcionar é preciso; viver não é preciso.
Por que tudo tão rápido?
Para chegar aonde?


Nossa vida é uma ejaculação precoce.

Estamos todos gozando sem fruição, um gozo sem prazer, quantitativo.

Antes, tínhamos passado e futuro; agora, tudo é um "enorme presente", na expressão de Norman Mailer.

E este "enorme presente" nos faz boiar num tempo parado, mas incessante, num futuro que "não pára de não chegar".


Antes, tínhamos os velhos filmes em preto-e-branco, fora de foco, às fotos amareladas, que nos davam a sensação de que o passado era precário e o futuro seria luminoso. 

Nada.

Nunca estaremos no futuro.

E, sem o sentido da passagem dos dias, de começo e fim, ficamos também sem presente.

Estamos cada vez mais em trânsito, como carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa, e cada vez mais nossa identidade vai sendo programada.


O tempo é uma invenção da produção.
Não há tempo para os bichos.

Se quisermos manhã, dia e noite, temos de ir morar no mato.


Outro dia, fui atrás de velhos filmes que nossa família rodou há 50 anos também.

Queria ver o meu passado, ver se havia ali alguma chave que explicasse meu presente hoje, que denunciasse algo que perdi, ou que o Brasil perdeu...

Em meio às imagens trêmulas, riscadas, fora de foco, vi a precariedade de minha pobre família de classe média, tentando exibir uma felicidade familiar que até existia, mas precária, constrangida; e eu ali, menina comprida feita um bambu no vento, já denotando a insegurança que até hoje me alarma.


Minha crise de identidade já estava traçada.

E não eram imagens de um passado bom que decaiu, era um presente atrasado, aquém de si mesmo.

Dava para ver ali que, estavam aquém do presente deles, que já faltava muito naquele passado.

Vendo filmes americanos antigos, não sentimos falta de nada. Com suas geladeiras brancas e telefones pretos, tudo já funcionava como hoje.

O "hoje" deles é apenas uma decorrência contínua daqueles anos.

Mudaram as formas, o corte das roupas, mas eles, no passado, estavam à altura de sua época.

A Depressão econômica tinha passado, como um grande trauma, e não aparecia como o nosso subdesenvolvimento endêmico.

Para os americanos, o passado estava de acordo com sua época.

No passado, éramos carentes de alguma coisa que não percebíamos.

Olhando nosso passado é que vemos como somos atrasados no presente.

Nos filmes brasileiros antigos, parece que todos morreram sem conhecer seus melhores dias.



E nós, hoje, nesta infernal transição entre o atraso e uma modernização que não chega nunca?


Quando o Brasil vai crescer?
Quando cairão afinal os "juros" da vida?

Chego a ter inveja das multidões pobres do Islã: aboliram o tempo e vivem na eternidade de seu atraso.

Aqui, sem futuro, vivemos nessa ansiedade individualista medíocre, nesse narcisismo brega que nos assola na moda, no amor, no sexo, nessa fome de aparecer para existir.

Nosso atraso cria a utopia de que, um dia, chegaremos a algo definitivo.

Mas, ser subdesenvolvido não é "não ter futuro"; é nunca estar no presente.


Eliane de Pádua


BOM DIA


Quase todos nós costumamos iniciar o dia nos dirigindo àqueles com quem moramos, trabalhamos ou estudamos, com duas palavras, quase mecânicas: 

Bom dia!

Será que realmente paramos para pensar no que falamos? Será que nos esforçamos para viver um bom dia e para proporcionarmos aos outros o mesmo?

Talvez um verdadeiro bom dia seja aquele no qual nossos primeiros pensamentos sejam os de agradecer a noite dormida, e a oportunidade de acordar para um novo dia.

Esses pensamentos, na forma de uma oração silenciosa, podem ser feitos enquanto nos levantamos, enquanto colocamos a água para o café, enquanto acordamos nossos familiares.

Um bom dia pode começar com uma simples e adequada refeição, em respeito ao nosso corpo que dela precisa, sem correrias ou jejuns tão prejudiciais à saúde.


Que tal, ao invés do rádio, com notícias por vezes inquietantes, abrirmos a janela para vermos, nós mesmos, como está o tempo? 

Seja a chuva tão necessária, ou o sol tão acolhedor, recebidos por nós com um sorriso.

Ao invés de enfrentar o trânsito, que façamos parte dele, entendendo que assim é a vida na cidade. 

Ninguém precisa reagir às atitudes erradas dos outros, apenas entendamos que eles ainda não evoluíram nesse item.

Se usarmos o transporte coletivo, procuremos ser gentis com todos, com destaque para os mais velhos e com quem necessita de atenções especiais, não agindo como parte de uma massa, mas, sim, como um indivíduo.

Um bom dia, no trabalho ou no estudo, significa dedicação, mesmo que a tarefa não nos agrade.  

Cumpramos nossa obrigação com alegria. 
Sejamos um exemplo.

Um bom dia no trabalho ou no estudo pode significar ajudar alguém, afinal, talvez amanhã precisemos ser ajudados.

Um bom dia no estudo significa respeitar o professor que, naquele momento se dedica a nós, e aproveitar ao máximo o aprendizado.

Um bom dia continua, em nossa volta para casa, com gentileza e paciência, sem reclamações sobre a lentidão nas ruas, ou sobre a demora do ônibus. 

Uma boa leitura, ou uma música de qualidade podem ser uma opção.



De volta ao convívio com os familiares, perguntemos a eles como foram suas atividades, e como eles estão. 

Façamos as refeições juntos, sem televisão, computador ou telefone interrompendo nosso diálogo.

Um bom dia pode terminar com uma boa leitura ao invés de noticiários inquietantes, novelas com mensagens distorcidas, ou programas que nada nos tragam de bom e que servem apenas para passar o tempo.


Devemos relaxar, sim, ao final do dia, mas o façamos de modo edificante, entendendo que todos os momentos devem ser aproveitados para nossa evolução.

Um bom dia pode ser finalizado com uma reflexão do que fizemos de bom, do que poderíamos ter feito diferente, do que fizemos para fazer a diferença.


E, enfim, que o dia termine com uma oração, agradecendo as oportunidades que tivemos, e pedindo por uma boa noite de repouso, certos de que o próximo será, novamente, um ótimo dia!

Pensemos nisso.


Eliane de Pádua